PIÓDÃO

PIÓDÃO
Aldeia Presépio

domingo, 6 de setembro de 2015

AÇOR e PIÓDÃO

As montanhas da Serra do Açor estão localizadas a oeste da Serra da Estrela, mas como vou até Piódão, e... 
Quando no percurso nos aproximamos de Arganil, podemos apreciar os “pendericalhos”, dos outros, expostos na fachada da casa.

Em Arganil a “garagem”, um edifício com história.
Quando o corpo pede descanso, a bonita mata oferece-nos sombra e poesia.
Pés ao caminho porque o destino ainda está longe e há paisagens e locais que exigem paragem. E a próxima será na bonita “Bienfecta, (hoje Benfeita) que segundo documentos na Torre do Tombo é anterior à nacionalidade. Numa volta por Benfeita temos:
A Torre (ex-)Salazar, foi renomeada após o 25 de Abril de 1974 como “Torre da Paz”.
Todos os anos, a 7 de Maio, pelas 14h00, o sino toca durante cerca de duas horas, ou seja, o tempo que demoram a bater as 1620 badaladas – uma por cada dia que durou a I Grande Guerra ( a II Grande Guerra terá durado 2073).
 Depois, á que dar uma volta pela zona histórica de Benfeita, (ouvi bem feito!!!...eu não disse para virmos a pé?!...)  em frente, a rua estava intransitável.....Respirei fundo, perguntei pela sinalização e dizem-me que foi roubada…duvidas? recuei,...que remédio.  

À Saída de Benfeita encontrei mais. Tinha que aguentar, porque até estava de férias…esperei!!!
Pneus a caminho da frescura e beleza da Mata da Margaraça, agora o piso de paralelepípedo facilita a viagem (e não levará a maior degradação da mata?) e a Fraga da Pena está perto. Mas atenção, a sinalização para o desvio (a pé) é deficiente e este é lugar a não perder.
  A Cascata da Fraga da Pena tem origem num acidente geológico. As águas que se despenham desta cascata correm por um vale muito apertado na montanha, dando origem a uma micro paisagem. 
...subindo ao longo do fio de água, num percurso a ser recuperado, encontramos ...
 A sua alimentação provem da Barroca dos Degrainhos, onde forma um primeiro lençol de água. Águas estas, que escorrem para outro menor e dando novamente origem a outras cascatas. 
 
até uma queda de cerca de 20 metros
Recantos na Aldeia das 10
 "Quando do alto começamos a ver Piódão, um amontoado de casinhas escondido, numa concha funda da serra, onde o sol dorminhoco acorda sempre tarde e se deita bastante cedo." (Arq. Eugenio Correia, in Piódão de José Fontinha)
 Piódão, visto do memorial a Miguel Torga
... estar à altura ou com a cabeça nas nuvens.
 Sobre Piódão e arredores, de dia e de noite, haverá brevemente mais notícias.


domingo, 16 de agosto de 2015

A CORRIDA MAIS LOUCA

Em Ílhavo não havia só bacalhau, mas uma corrida (?) louca, cozinhada com muita imaginação.
Barcos(?) levados ao colo e tratados com carinho e o mais pequeno com três índios 
 Os trolipintas levados ao colo.
 Bem me queria parecer que gazela é animal de mato ou no prato. Teimaram colocá-la na água...e até os índios foram à água!...
...e os índios tinham uma missão difícil, o melhor era empurrar...
 Cama para navegar? E navega?!...Só os sonecas..
 Arriar a vela, o vento não está favorável... ou não passa na ponte?
Os marajás saudavam o povo...e o bacalhau era para demolhar?...
 ...Tudo a monte... e navegar é para o lado que estiver virado...
 E se em todas as guerras se dispara-se apenas água? ...
Quem ganhou não me interessa, mas estas jovens pela forma como se divertiram, puxaram pela multidão e sempre a cantar, para mim foram as vencedoras.
Os mínimos, remaram que até pareciam os máximos... 
Há que travar, as pedras estão próximas...
...e estes esqueceram o bacalhau, para aplaudirem os participantes...
...a gazela não foi longe...acabou empurrada...
...remadores de peso...
e houve quem desse música em todo o percurso..


















sábado, 21 de março de 2015

A RIA de AVEIRO e o SAL

A RIA COMO O NILO, É QUASE UMA DIVINDADE. SÓ ELA GERA E PRODUZ….É UM SÍTIO PARA CONTEMPLATIVOS E POETAS.
É UM SÍTIO PARA SONHADORES E PARA OS QUE GOSTAM DE SE AVENTURAR SOBRE QUATRO TÁBUAS. Raul Brandão (In "Os Pescadores)
As águas do Vouga, do Águeda que nestes sítios correm para o mar, encharcam as terras baixas retidas pela duna...formando...uma bacia salgada.
 A salinidade da água da ria é semelhante à água do mar, na sua proximidade.
Apesar da perda da importância, a salicultura continua a ser a actividade mais característica da ria apesar da diminuição de marinhas em exploração.
O sal é um produto totalmente artesanal. O processo de produção está dependente apenas da intervenção do homem e da natureza.
A safra divide-se em três fases: - em Março/Abril faz-se a limpeza.
Em Maio/Junho - pede-se tempo quente e vento, são os trabalhos de cristalização.
A extracção manual do sal é executada com instrumentos de madeira não tratada, não existindo assim contacto com qualquer tipo de substancias que adulterem o genuíno sabor do sal.
MARNOTO.
São os marnotos que fazem a extracção manual do sal.
O piso a percorrer no transporte do sal, é escorregadio. Os restos do sal são espalhados para facilitar a aderência dos pés descalços dos marnotos.
Em Junho/Setembro dá-se a produção. Necessita-se de calor e algum vento para acontecer a evaporação 
É enorme o esforço no transporte do sal. Já não bastava o peso, mas o piso também não ajuda. 
Em Junho/Setembro dá-se a produção. Necessita-se de calor e algum vento para acontecer a evaporação 
De todo este labor, resulta um sal de óptima qualidade, virgem, de excelente  textura e sabor.
FIM
Ainda fica muito material por mostrar. Um dia voltaremos a falar de Aveiro
Até lá Visitem a Ria , que no dizer de Raul Brandão (In "Os Pescadores):
 - Ninguém aqui vem que não fique seduzido, e noutro país, esta região seria um lugar de vilegiatura privilegiado.