PIÓDÃO

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Aldeia Presépio

domingo, 16 de agosto de 2015

A CORRIDA MAIS LOUCA

Em Ílhavo não havia só bacalhau, mas uma corrida (?) louca, cozinhada com muita imaginação.
Barcos(?) levados ao colo e tratados com carinho e o mais pequeno com três índios 
 Os trolipintas levados ao colo.
 Bem me queria parecer que gazela é animal de mato ou no prato. Teimaram colocá-la na água...e até os índios foram à água!...
...e os índios tinham uma missão difícil, o melhor era empurrar...
 Cama para navegar? E navega?!...Só os sonecas..
 Arriar a vela, o vento não está favorável... ou não passa na ponte?
Os marajás saudavam o povo...e o bacalhau era para demolhar?...
 ...Tudo a monte... e navegar é para o lado que estiver virado...
 E se em todas as guerras se dispara-se apenas água? ...
Quem ganhou não me interessa, mas estas jovens pela forma como se divertiram, puxaram pela multidão e sempre a cantar, para mim foram as vencedoras.
Os mínimos, remaram que até pareciam os máximos... 
Há que travar, as pedras estão próximas...
...e estes esqueceram o bacalhau, para aplaudirem os participantes...
...a gazela não foi longe...acabou empurrada...
...remadores de peso...
e houve quem desse música em todo o percurso..


















sábado, 21 de março de 2015

A RIA de AVEIRO e o SAL

A RIA COMO O NILO, É QUASE UMA DIVINDADE. SÓ ELA GERA E PRODUZ….É UM SÍTIO PARA CONTEMPLATIVOS E POETAS.
É UM SÍTIO PARA SONHADORES E PARA OS QUE GOSTAM DE SE AVENTURAR SOBRE QUATRO TÁBUAS. Raul Brandão (In "Os Pescadores)
As águas do Vouga, do Águeda que nestes sítios correm para o mar, encharcam as terras baixas retidas pela duna...formando...uma bacia salgada.
 A salinidade da água da ria é semelhante à água do mar, na sua proximidade.
Apesar da perda da importância, a salicultura continua a ser a actividade mais característica da ria apesar da diminuição de marinhas em exploração.
O sal é um produto totalmente artesanal. O processo de produção está dependente apenas da intervenção do homem e da natureza.
A safra divide-se em três fases: - em Março/Abril faz-se a limpeza.
Em Maio/Junho - pede-se tempo quente e vento, são os trabalhos de cristalização.
A extracção manual do sal é executada com instrumentos de madeira não tratada, não existindo assim contacto com qualquer tipo de substancias que adulterem o genuíno sabor do sal.
MARNOTO.
São os marnotos que fazem a extracção manual do sal.
O piso a percorrer no transporte do sal, é escorregadio. Os restos do sal são espalhados para facilitar a aderência dos pés descalços dos marnotos.
Em Junho/Setembro dá-se a produção. Necessita-se de calor e algum vento para acontecer a evaporação 
É enorme o esforço no transporte do sal. Já não bastava o peso, mas o piso também não ajuda. 
Em Junho/Setembro dá-se a produção. Necessita-se de calor e algum vento para acontecer a evaporação 
De todo este labor, resulta um sal de óptima qualidade, virgem, de excelente  textura e sabor.
FIM
Ainda fica muito material por mostrar. Um dia voltaremos a falar de Aveiro
Até lá Visitem a Ria , que no dizer de Raul Brandão (In "Os Pescadores):
 - Ninguém aqui vem que não fique seduzido, e noutro país, esta região seria um lugar de vilegiatura privilegiado.